REDE BRASILEIRA DE PESQUISADORXS DE SÍTIOS DE MEMÓRIA E CONSCIÊNCIA - REBRAPESC

 

E-mail: redebrasitiosmemoria@gmail.com  |  Facebook: @redepesquisasitiosmemoria 


 

A Rede Brasileira de Pesquisadoxs de Sítios de Memória e Consciência é uma articulação de pesquisadorxs e gestores de diferentes instituições que trabalham sobre as relações entre violências, espaços e memórias sensíveis. Busca ser um espaço de diálogo, compartilhamentos e estímulo às parcerias entre seus membros. 

Atualmente reune docentes, discentes de pós-graduação e egressos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal da Paraíba – UFPB, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMPEscola da Cidade ,Berkeley – University of California, Universidade Federal de Minas Gerais- UFMG , Universidade Federal de São Paulo -UNIFESP , Escola da Cidade; bem como profissionais vinculados à Casa do Povo, ao Goethe Institut, Memorial da Democracia da ParaíbaFundação Casa de José AméricoInstituto Pólis, ICOMOS Brasil,  CONDEPHAAT, Fundação Alexander Von Humboldt , entre outras instituições que atuam em prol da cultura e dos direitos humanos.

A Rede foi criada no I Seminário de Pesquisa e Documentação, que neste ano completou três edições, realizado na Fundação Casa de José Américo, em João Pessoa, Paraíba, 2018.  O desejo era reunir pessoas interessadas na ativação memorial de lugares relacionados à ditadura militar brasileira. 

Com o caminhar das discussões, contudo, ampliamos o recorte. Nos abrimos aos espaços que podem ou são problematizados a partir de questões de gênero, raça, exclusão social, privações de direitos, entre outras questões que cobram visibilidade no nosso cotidiano e cidades e devem ser problematizadas para a construção de uma sociedade mais justa.

 

Sítios de Memória e Consciência? 

A ideia de sítios de memória e consciência é ampla, complexa e passível de diversas compreensões. Afinal as memórias, enquanto construções plurais do presente, estão sempre vinculadas a sujeitos, tempos e espaços. Não apenas acontecem no vácuo.    

Como disse Walter Benjamin na primeira metade do séc. XX, não há documento da cultura que não seja também da barbárie. No entanto, por razões históricas, sociais e até arquitetônicas, alguns lugares, mais que outros, adquiriram potência para serem mobilizados como ferramentas de transmissão de conhecimentos e ampliação da consciência política. Nesse sentido, grupos sociais, especialistas, pesquisadores, artistas, vem ‘ativando’ o poder desses espaços – por meio de intervenções museológicas, marcações, marchas, reivindicações, performances, livros, filmes, entre outros – como meio de iluminar camadas históricas e identidades antes na penumbra.  

A ênfase deste grupo está nos espaços relacionados que, por suas histórias de sofrimento, passaram, estão passando, ou poderiam passar por processos de ‘’ativação’’. O intuito é contribuir com a formação de uma literatura sobre o caso brasileiro, bem como fortalecer e potencializar as iniciativas que vem se formando, as quais, normalmente, carecem de apoio público e reconhecimento. 

 

No Brasil

Compreendendo que os sítios podem ser ativados por diversos meios, e assim entendidos como sítios de memória e consciência, torna-se difícil contabilizar as iniciativas brasileiras. No entanto, existe uma série de instituições que desenvolvem programas didáticos, culturais e de pesquisa, mobilizando a própria materialidade dos espaços para discutir temas sensíveis.

Na América Latina, as várias memórias subalternas, relacionadas à questões de raça, gênero, exclusão social e, principalmente, das violências estatais, começam a ganhar espaço nos anos 80 sob o guarda-chuva da redemocratização. Em meados dos anos 90 surgiram, na Argentina e no Chile, os primeiros sítios de memória e consciência em espaços usados para o encarceramento, tortura e morte nas ditaduras militares, que foram multiplicados na primeira década dos anos 2000, sobretudo na Argentina. No Brasil, a primeira instituição relacionada à ditadura militar foi instalada no antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo – Deops/SP, como Memorial da Liberdade em 1999, atual Memorial da Resistência de São Paulo.

Embora muitas vezes muitas vezes o Brasil seja entendido como o ‘país do esquecimento’, desde então os trabalhos realizados pela Comissão Nacional da Verdade, comissões estaduais da verdade, órgãos de preservação e grupos da sociedade civil, vêm impulsionando iniciativas emblemáticas. Dentre elas o tombamento do antigo DOI-COdi, em São Paulo, os trabalhos arqueológicos realizados na vala clandestina do cemitério de Perus, o desenvolvimento do projeto do Memorial da Luta pela Justiça, do Memorial dos Direitos Humanos no Rio de Janeiro; o Memorial dos Direitos Humanos da Paraíba; o Memorial da Luta das Ligas Camponesas da Paraíba. Frente a essas iniciativas formou-se a Rede Brasileira de Rede Brasileira de Lugares de Memória  e a Red Latinoamericana y Caribena de Sitios de Memoria (RESLAC), parte da International Coalition of Sites of Concience

Além disso, os pesquisadorxs deste grupo buscam iluminar uma série de outras problemáticas e objetos como: os projetos urbanos desenvolvidos na ditadura militar, acesso à moradia justa, prostituição feminina e território, entre outros temas. 

 

Pesquisadorxs

Lattes:http://lattes.cnpq.br/2262409477128736 E-mail: britoanapaulaa@gmail.com

Ana Paula Brito é mestranda em Museologia pela UFRGS. Doutora em História Social pela PUC/SP, com período sanduíche na Universidad de Barcelona. Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural pela UFPel, com período sanduíche na Universidad de Buenos Aires. Graduada em História pela UFPB. Atuou na Casa do Patrimônio da Paraíba, na diretoria do Núcleo de Preservação da Memória Política, na coordenação da pesquisa histórica e museológica para a implantação do futuro Memorial da Luta pela Justiça, no Memorial da Resistência de São Paulo, entre outras instituições museológicas. Atualmente coordena o projeto de criação do Memorial da Democracia da Paraíba, é colaboradora do Memorial das Ligas e Lutas Camponesas da Paraíba e integra a equipe de coordenação da Rede de Educadores de Museus da Paraíba.

 

Lattes:http://lattes.cnpq.br/1698840402677518 E-mail: deca.neves@gmail.com

Deborah Neves é Doutora em História pela Unicamp (2015-2019), Mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (2014), especialista em Gestão do Patrimônio Cultural pela UNIFAI (2011), Bacharel e Licenciada em História pela Universidade de São Paulo (2008). É historiadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, vinculada ao Condephaat. Tem experiência em pesquisa em História, com ênfase em História Contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: patrimônio cultural, memória social, ditadura e história das cidades.

 

 

 

Lattes:http://lattes.cnpq.br/7004024739305828 E-mail: jacquecustodio@gmail.com

Jacqueline Custódio é advogada, com especialização em Direito Público pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) (2014), bacharela em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da UFRGS (1999) e formada em Medicina pela UFRGS (1985). Mestranda no Programa de Pós-Graduação de Museologia e Patrimônio da UFRGS. Atuou como membro do Colegiado Setorial de Patrimônio Material ligado ao Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC) (2015/2017) e como conselheira no Conselho Estadual de Cultura (2014/2016), pelo segmento “bibliotecas, museus, arquivos e patrimônio artístico e cultural”; foi coordenadora do Colegiado Setorial de Memória e Patrimônio/RS (2015/2020) e é conselheira municipal de cultura, no segmento “pontos de cultura”. Desde 2019, é coordenadora adjunta do Núcleo RS/ICOMOS Brasil e Focal Point do Brasil no “Our Common Dignity Initiative – Rights Based Approaches Working Group – OCDI/ICOMOS”, grupo internacional que trabalha o patrimônio cultural sob a perspectiva dos direitos humanos. Atualmente, é coordenadora do Fórum Nacional de Entidades em Defesa do Patrimônio Brasileiro/Rio Grande do Sul.

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1400095263501947 E-mail: jcuty@ufrgs.br ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9163-2358

Jeniffer Cuty é doutora e mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul [UFRGS]. Arquiteta e Urbanista pela UFRGS. Especialista em Direitos Humanos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Professora Adjunta IV lotada no Departamento de Ciências da Informação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS. Coordenadora da Comissão de Graduação do Curso de Museologia, UFRGS, 2020-2022. Membro da Comissão de Ética da UFRGS. Líder do Grupo de Pesquisa GADH – Gestão de Acervos e Direitos Humanos. Atua na linha de pesquisa Direitos Humanos, Ética, Políticas de Patrimônio e Memória. É pesquisadora associada junto aos Grupos de Pesquisa: Núcleo de Antropologia Visual (NAVISUAL) e Banco de Imagens e Efeitos Visuais (BIEV) do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS, desde 2005; e LEIA – Leitura, Informação e Acessibilidade da UFRGS. Participa do Grupo de Pesquisa Direito à Verdade e à Memória e Justiça de Transição, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC-RS, desde 2013. Coordena os Projetos de Pesquisa e Extensão: Sítios de Memória do Sofrimento (SMS); Assédio Moral, Perspectivas de Acompanhamento e Reparação (AMPARE) e Memória ArqUrbRS (desde 2019). É membro da Comissão de Acervo do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Rio Grande do Sul. Tem interesse nos seguintes temas: Antropologia e Patrimônio Cultural (Antropology and Cultural Property) e Ciência do Patrimônio (Heritage Science), Museus (Museums), Museologia (Museology), Acervos de Arquitetura (Architecture Collection), Direitos Humanos (Human Rights), Ética (Ethics), Acessibilidade (Accessibility), Memória do Sofrimento (Memory of Suffering).

 

E-mail: laurabelik@berkeley.edu Lattes: http://lattes.cnpq.br/7399017554185985

Laura Belik é doutoranda em Arquitetura pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Mestre em Design Studies na Parsons, The New School em Nova York, e formada Arquiteta e Urbanista pela Escola da Cidade (São Paulo). Laura foi Fellow do Latino Museum Studies Program no Smithsonian Institution; trabalhou como assistente editorial na Urban Research Terreform/ Michael Sorkin Studio; lecionou cursos de Design e Arquitetura na Parsons e na UC Berkeley; e foi assistente de pesquisa no Latin Lab GSAPP, da Columbia University.  Co-curadora das exposições “Futurographies” (Nova York, 2015/Paris 2016/ Phnon Penh 2016), “Americans on the Road” (Berkeley, 2018) e “About Things Loved: Blackness and Belonging” (Berkeley, 2019), e idealizadora e curadora da plataforma digital colaborativa desestrutura.com discutindo o espaço e viver urbano atuais. Sua mais recente publicação é o capítulo  “Spatial Transformation and Debates on Urban Democracy: The Case of Minhocão Elevated Highway, São Paulo”, parte do livro Planning Megacities in the Global South (Editor Deden Rukmana), Routledge, 2020.  A pesquisa atual de Laura foca nas histórias e dimensões das desigualdades sócio espaciais da região Nordeste brasileira, e como interpretar as múltiplas e diversas memórias do ambiente construído.

 

 

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9630997330182453 E-mail: guerra.luci@gmail.com  

Lucia Guerra possui graduação em História pela Universidade Federal da Paraíba (1977), mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (1982), especialização em Cultura Afro-brasileira (1988) pela UFPB e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1994). Atualmente é Gerente Executiva de Documentação e Arquivo da Fundação Casa de José Américo. Professora titular aposentada do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas da Universidade Federal da Paraíba. Foi pró-reitora de Extensão da UFPB, presidente do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, coordenou os Cursos de Especialização em Organização de Arquivos e o de Educação em Direitos Humanos, os Núcleos de Documentação e Informação Histórica Regional e o de Cidadania e Direitos Humanos da UFPB. Integrou a Comissão Estadual da Verdade e Preservação da Memória do Estado da Paraíba. É sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Tem experiência na área de História do Brasil, com ênfase em História Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: documentação e memória, extensão, direitos humanos e ditadura militar.

 

 

Patrícia Oliveira Patricia Oliveira é bacharel em biblioteca pela Universidade de São Paulo, licenciada em história pela Universidade Cruzeiro do Sul, e Mestre em Ciências Sociais e Humanas pela Universidade Federal do ABC. Bolsista do programa Bundeskamzleramt für Fuhrungskraft von Morgen, da Fundação Alexander von Humboldt, com a pesquisa sobre coleções e acervos bibliográficos em memoriais alemães.

 

 

 

 

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9523019009984340 E-mail: paulajano@gmail.com

Paula Janovitch é mestre em Antropologia (PUC/SP, 1994) e doutora em História Cultural (USP, 2004). Foi pesquisadora do Departamento de Patrimônio Histórico de São Paulo. Tem trabalhado com assuntos ligados a cultura e história da cidade; humor na imprensa; e territórios da prostituição feminina em São Paulo. É editora do blog versaopaulo, autora do livro Preso por trocadilho: a imprensa irreverente paulistana (1900-1911), Ed. Alameda (2006) e do capítulo/roteiro Os segredos das passagens: percurso pelas galerias do centro novo do livro Dez Roteiros Históricos a pé em São Paulo, Narrativa Um Editora (2007).

 

 

 

 

Rebeca Lopes possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (2016) e mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (2019) na linha de História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo. Na graduação realizou a pesquisa de Iniciação Científica “Memórias de dor na paisagem urbana de Buenos Aires”, com apoio da FAPESP. No mestrado realizou a pesquisa “Memórias de dor em Buenos Aires: de ex centros clandestinos a lugares de memória e consciência” também com apoio da FAPESP. Em ambos os períodos desenvolveu parte da pesquisa no Instituto de Ciencias Antropológicas da Universidad de Buenos Aires (ICA-UBA) sob orientação da Profa. Dra. Ana Guglielmucci com Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior, FAPESP. Atualmente é professora assistente da Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, onde realiza a pós graduação lato sensu em Arquitetura e Educação; bem como é integrante do grupo de estudos Lugares de memória e Consciência e do Laboratório OUTROS – Laboratório para outros urbanismos na FAU-USP. Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Fundamentos e História da Arquitetura e Urbanismo, atuando principalmente nos seguintes temas: história da cidade, lugares de memória e consciência, memória cultural e direitos humanos, memória da ditadura militar argentina.

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5044872646602103 E-mail: rcymbalista@usp.br

Renato Cymbalista é professor Livre-docente pelo Departamento de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU-USP. Professor titular do Programa de Mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da UNINOVE. Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (1996), mestrado em Estruturas Ambientais Urbanas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2001) e doutorado em Estruturas Ambientais Urbanas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2006). Livre-Docente pelo Departamrnto de História da Arquitetura e Estética do Projeto da FAU-USP. Coordenador do núcleo de urbanismo do Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (2003-2008). Pesquisador de Pós doutorado do IFCH-UNICAMP, no projeto temático “Dimensões do Império Português” (2008-2010). Parecerista ad hoc FAPESP. Editor Adjunto da Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais (2010-2012). Presidente do Instituto Pólis (desde 2012). Integra o Conselho Administrativo da Casa do Povo (desde 2014) Associado do Instituto Goehte (desde 2016). Integra o Laboratório para Outros Urbanismos (FAU-USP). Coordenador do grupo de pesquisa “Lugares de Memória e Consciência” (USP-CNPq).

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7512876827875454 E-mail: rosangelaramos.historia@gmail.com ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3797-0409

Rosangela Ramos é mestra em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), Graduanda em Museologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), licenciada e bacharela em História, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Realiza pesquisas ligadas aos seguintes temas: Museologia, Patrimônio, Memória, Acessibilidade, Direitos Humanos, História da Colonização Alemã, História de Arquivos, Documentação Museológica e Educação Patrimonial. É também pesquisadora do grupo de pesquisa SMS – Sítios de Memória do Sofrimento. Integrante do GADH – Grupo de pesquisa em gestão de acervos e direitos humanos e da Rede Brasileira de Pesquisadores de Sítios de Memória. Pesquisadora do Acervo Benno Mentz (DELFOS/PUCRS).

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4264031051530059 E-mail: suelen77.andrade@gmail.com

Suelen de Andrade Silva é Mestra em Preservação do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan (2017). Especialista em Educação em Direitos Humanos pela Universidade Federal da Paraíba (2015). Graduada em História pela Universidade Federal da Paraíba (2013). Experiência em Educação Patrimonial através de pesquisas, oficinas e outras ações relacionadas ao tema. Atividades de pesquisa e consultória nas áreas de Patrimônio Cultural e Direitos Humanos.

 

 

 

 

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5195340393392026 E-mail: thelma.yanagisawa@gmail.com

Thelma Yanagisawa Shimomura é mestranda pela Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais. Possui graduação em Ciências do Estado pela Universidade Federal de Minas Gerais (2015) e Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina (2001). Trabalhou na Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania de Minas Gerais (2018-2019). Foi assessora pesquisadora na Comissão da Verdade em Minas Gerais (2015-2017). Foi estagiária na Comissão da Verdade em Minas Gerais (2014-2015). Participou do Grupo de Estudo ‘Justiças de transição latino-americanas e constitucionalismo democrático’ da Faculdade de Direito da UFMG, coordenado pelos Professores Doutores Emílio Peluso Neder Meyer e Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira (2013). Foi bolsista de iniciação científica sob orientação das Professoras Doutoras Eliane da Silva Mewes Gaetan (UEL) em 2000 e Maria Tereza Fonseca Dias (UFMG) em 2013. Também em 2013, recebeu o prêmio de 1 lugar de melhor Memorial das Vítimas no Concurso Nacional ‘Sistema Interamericano de Direitos Humanos’ realizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

 

Linhas de Pesquisa

NecroarquiteturaContempla os estudos sobre os espaços que foram palco e agentes de morte e desaparecimento. Se por um lado, entende que a arquitetura e a cidade são frutos da mão de obra coletiva; por outro enfatiza uma questão ainda pouco explorada na literatura: o  poder de agência dos lugares que abrigaram assassinatos e torturas.

ExclusãoContempla tanto lugares pontuais que serviram para a exclusão e concentração de grupos ou personagens específicos; quanto os processos sociais, políticas e obras urbanas que, ao transformar a cidade levaram, e levam, à exclusão dos pobres e de outros grupos minoritários. 

AtivaçãoContempla os processos que jogam luz aos espaços às histórias de violência dos espaços, tais como intervenções artísticas, reivindicações, sinalizações informais e institucionais. Entende-se que,  muitas vezes, essas iniciativas se tornam o primeiro passo para os processos de patrimonialização, musealização ou tornam-se capazes de lançar essas questões fundamentais na esfera pública.

PatrimonializaçãoContempla a análise dos processos jurídicos – estaduais, nacionais ou internacionais –  de atribuição de valores patrimoniais a bens por conta de suas histórias de violência, olhando aos debates e disputas  desses processos. 

Novos MuseusContempla as análises das estratégias museológicas, estéticas, políticas e sociais para a construção de museus que partem de histórias de violência; bem como os debates, desafios e conquistas dessas instituições. Abre-se também à análise das instituições que, embora tenham sido criadas para comemorar e difundir histórias de glória, vêm buscando trabalhar pela perspectiva da museologia social.  

Outras Topografias –  imagem, imaginário e imaginação – Contempla as pesquisas que buscam iluminar histórias pouco incorporadas às narrativas oficiais partir da análise dos territórios e suas representaçōes; bem como da proposição de outras topografias possíveis na cidade.